
Dando continuidade aos post sobre saúde mental, trago hoje uma reflexão a respeito da "
Depressão", que é algo muito comum em relação em pessoas que sofrem da Síndrome do Pânico.
Muito se fala sobre ela, frequentemente ouvimos alguém se referindo a ela como uma expressão do sentimento e falam coisas como :"estou muito deprimido hoje", "você está deprimido", "cuidado para não entrar em depressão...", "faço (ou não consigo fazer isso) por que estou muito deprimido..", e por aí vai a "lista" de queixas em que nos reportamos ao termo "depressão". Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.
Além desses, outros sintomas podem vir associados ao temperamento e comportamento do depressivo, tipo:
- Pessimismo
- Dificuldade de tomar decisões
- Dificuldade para começar suas tarefas
- irritabilidade ou impaciência
- inquietação
- achar que não vale a pena viver, vontade de morrer
- chorar à-toa
- dificuldade para chorar
- sensação que não vai melhorar, perda de esperança
- dificuldade para terminar as coisas que começou
- sentimento de pena de si mesmo
- persistência de sentimentos negativos
- queixas frequentes
- sentimentos de culpa sem justificativa
- Boca ressecada, constipação, alterações de peso exagerado, insônia, perda do desejo sexual
Para afirmarmos que a pessoa está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que a pessoa está deprimida.
* esse texto foi adaptado do
Psicosite , onde você terá mais informação sobre a doença.